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FOLHA DE S. PAULO – COLUNA MERCADO ABERTO (16/AGO/2015)

FOLHA DE S. PAULO – COLUNA MERCADO ABERTO 16AGO2015

Com crise, companhias de turismo se voltam para cruzeiros de curta duração

Por causa da redução de gastos dos consumidores, empresas de turismo veem uma tendência de crescimento na demanda por cruzeiros marítimos de curta duração.

A modalidade, com três a quatro dias de duração, era pouco ofertada pelo setor, que preferia oferecer pacotes com tíquete maior, cujos preços são cotados em dólar.

“Valores baixos chamam mais atenção nesse momento de incerteza econômica. O minicruzeiro é um produto de entrada”, diz Marco Ferraz, presidente da Clia Abremar Brasil (que representa os cruzeiros marítimos no país).

Uma das associadas, por exemplo, vai dedicar pela primeira vez um navio para atender exclusivamente os pacotes mais curtos.

Na CVC, a demanda por cruzeiros de curta duração para a próxima temporada, que começa em novembro, cresceu 8% no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2014.

“Os minicruzeiros já são maioria na programação desta temporada, o que não ocorreu no ano passado. É uma adaptação do segmento ao nosso mercado, por causa da crise”, afirma Luiz Eduardo Falco, presidente da CVC.

Enquanto um pacote com duração de oito dias e roteiro que inclui Punta Del Este e Buenos Aires pode custar R$ 2.650, uma opção para o litoral paulista com duração de três noites é cotada em cerca de R$ 600 por pessoa.

A Clia Abremar ainda não fechou a projeção de crescimento desse setor para a próxima temporada, mas acredita que o desempenho alcance os dois dígitos.

“Muitos interessados em minicruzeiros são navegantes de primeira viagem. Na última temporada, 62% do total de turistas fizeram sua primeira viagem”, diz Ferraz.

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