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JORNAL FOLHA DE S. PAULO / FOLHA ONLINE (27/AGO/2015)

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/turismo/230877-a-todo-vapor.shtml

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/turismo/230878-navios-tem-telao-para-ver-filmes-da-piscina-e-simuladores-de-f-1.shtml

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http://www1.folha.uol.com.br/fsp/turismo/230881-cruzeiristas-tem-alternativas-para-driblar-alta-do-dolar.shtml

FOLHA DE S. PAULO 27AGO2015

A todo vapor?

Promoções vantajosas são arma de empresas para atrair público a cruzeiros; temporada terá menos navios pela 5ª vez

(JÚLIA GOUVEIA)COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O primeiro cruzeiro da temporada brasileira de 2015 só zarpa no dia 5 de novembro, é verdade. Mas quem quer embarcar em um dos nove navios que vão circular neste verão deve ficar atento desde já.

Diante de um quadro que combina dólar em disparada e crise econômica, as empresas têm apostado em promoções e facilidades de pagamento para fisgar até 600 mil passageiros (o balanço de 2014 ainda não foi fechado, mas deve registrar 615 mil turistas).

Desde o dia 10, por exemplo, a MSC, companhia que trará o maior número de navios ao país (quatro, além de um com base na Argentina e rotas para o Brasil), congelou por tempo indeterminado o dólar em R$ 2,99 –na última terça (25), o dólar turismo fechou em R$ 3,81.

Ainda com o câmbio fixo, o passageiro pode, na reserva, adquirir pacotes de bebidas ou passeios em terra. “São estratégias para driblar a retração que sentimos, de até 15% em relação a 2014”, diz Adrian Ursilli, diretor da MSC.

A Pullmantur aumentou o parcelamento dos pacotes de dez para 12 vezes e fez uma promoção, já encerrada, de cabines externas pelo preço de interna (normalmente, há diferença de até 30% nos valores).

Na Costa, além de parcelar em dez vezes, passageiros encontram descontos de R$ 150 a R$ 1.100.

A outra armadora que vem ao Brasil, a Royal Caribbean, também investiu em promoções: no primeiro semestre, ofereceu descontos de 30% nas tarifas e deu cortesia ao terceiro e quarto passageiros.

“Estávamos cautelosos com a resposta do público, mas foi positiva”, diz Ricardo Amaral, vice-presidente da empresa para a América Latina. “Apesar da crise, as pessoas querem viajar.”

Além de promoções, outra aposta para driblar “encalhes” é nos minicruzeiros, tendência que, em 2014, ajudou a aumentar o público na comparação com 2013.

Neste ano, do total de 210 roteiros, cerca de 110 serão de até cinco noites. “Como têm duração menor, eles são mais econômicos”, diz Orlando Palhares, gerente de produtos marítimos da CVC, agência responsável por 35% das vendas de cruzeiros no país.

ENXUGAMENTO

A crise econômica agravou um cenário que se repete pela quinta vez seguida no mercado do turismo náutico brasileiro: o enxugamento da temporada de cruzeiros.

“Optamos por uma estrutura menor para não corrermos riscos em um período tão incerto”, afirma Renê Hermann, diretor-geral da Costa.

O litoral brasileiro chegou a ter, em 2010/11, 20 embarcações –neste ano serão nove. O total de passageiros, que já foi próximo de 800 mil cruzeiristas (2011/12), caiu 25% nos últimos cinco anos.

“Não falta público, mas as empresas continuam a enfrentar problemas de infraestrutura, burocracia e altos custos portuários”, afirma Marco Ferraz, presidente da Clia Abremar, associação do setor.

 

Navios têm telão para ver filmes da piscina e simuladores de F-1

Atrações tecnológicas e dois navios inéditos no Brasil são esperança para garantir público mesmo com crise

País vai receber menos embarcações, mas muitas delas são maiores ou recém-reformadas

(JÚLIA GOUVEIA)COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Apesar de a oferta de navios no país ter sido reduzida, os passageiros vão encontrar embarcações maiores e mais modernas (e cheias de atrativos) para navegar pelas águas brasileiras.

Dois navios, aliás, virão ao país pela primeira vez.

Um é o MSC Splendida, que exibe decoração exuberante –uma escadaria é cravejada por cristais Swarovski.

Outro é o Rhapsody of the Seas, da Royal Caribbean. Parecido ao Splendour of the Seas, que a empresa trouxe nove vezes ao país, o transatlântico oferece parede de escalada e duas piscinas (em uma delas, um telão permite ver filmes de dentro d’água).

“O brasileiro gosta de novidades, mas também quer encontrar elementos familiares”, opina Ricardo Amaral, vice-presidente da empresa para a América Latina.

A MSC também vai trazer de volta ao país o Armonia, espécie de “queridinho” dos cruzeiristas brasileiros. O navio esteve seis vezes na temporada brasileira, sendo a última em 2011/12.

Desta vez, passou por uma forma e ganhou cabines, ampliou os restaurantes e, para as crianças, montou um kids club em parceria com as marcas Lego e Chicco, além de um “playground molhado”.

O Lirica, outro navio da MSC, vai passar por transformação similar. “Ele sai do estaleiro em novembro e vem direto para o Brasil”, diz Adrian Ursilli, diretor da empresa.

Caberá à Costa trazer os maiores transatlânticos da temporada –tanto o Costa Fascinosa quanto o Pacifica têm capacidade para cerca de 3.800 passageiros.

O primeiro conta com cinema 4D e simuladores de golfe e de Fórmula 1. Construído sob a temática “música”, o Pacifica aposta em atrativos como um estúdio profissional no qual é possível até gravar um CD. Tem ainda um spa com mais de 6.000 m².

Já os navios da Pullmantur, Sovereign e Empress, são bem conhecidos: vêm para cá há mais de quatro temporadas. De médio porte, o Empress oferece parede de escalada, cassino e três restaurantes a bordo. O Sovereign possui estrutura de lazer similar –com a diferença de que tem cinco restaurantes.

 

RAIO-X DA TEMPORADA

9 navios

4 empresas (Costa, MSC, Pullmantur e Royal Caribbean)

600 mil passageiros esperados

210 viagens de 5/11 a 1º/5/2016

Fonte: CLIA Abremar

 

Cruzeiristas têm alternativas para driblar alta do dólar

Moeda americana, no maior valor desde 2003, é a ‘oficial’ mesmo em navios no Brasil

(JÚLIA GOUVEIA)COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Seja para comprar um refrigerante ou adquirir um passeio na parada em terra, as despesas em navios de cruzeiro são cobradas em dólar.

Com a alta da moeda estrangeira, veja dicas dos especialistas para administrar melhor os gastos a bordo.

CÂMBIO FRACIONADO

Diante de um câmbio tão flutuante (entre os picos deste ano o dólar variou 40%), a melhor opção para qualquer turista é ir adquirindo a moeda americana aos poucos.

“Assim, se obtém dólares com uma cotação média, sem muitos ganhos, mas também sem tantas perdas”, explica o economista Samy Dana, colunista daFolha. Por isso, se você já sabe que vai viajar, planeje todos os gastos.

DINHEIRO VIVO

Levar os dólares em espécie é boa opção para pagar as despesas diretamente com a moeda americana e evitar convertê-las para reais. “Você fica ‘refém’ da cotação do dia, mas não corre o risco de ter perdas em uma nova conversão”, explica Juvenal dos Santos, diretor de varejo da Confidence Câmbio.

Outra vantagem do papel: na hora do câmbio, o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) é de 0,38%; em cartões de débito pré-pago de viagens, a taxa pula para 6,38%. Na prática, são cerca de R$ 0,15 de diferença.

PAGAMENTO A BORDO

Sempre consulte as condições oferecidas pela armadora. A Pullmantur, por exemplo, dá a opção de pagar a fatura a bordo, em reais e parcelada em até cinco vezes no cartão de crédito.

COMPRA PROGRAMADA

Para minimizar gastos, é possível adquirir, de antemão, no ato da reserva da viagem, adicionais como pacote de bebidas e excursões. Empresas a exemplo da Costa já convertem os valores para reais e o cliente pode pagar parcelado com o pacote.

“Também é possível consultar, no site da companhia, com o código de reserva, os preços de tudo a bordo. Assim, você se planeja melhor”, sugere Daniel Capella, dono do site World Cruises e fã deste estilo de viagem (já fez mais de 17).

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