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JORNAL HOJE – TV GLOBO 07/SET/2015

JORNAL HOJE - 07SET2015

http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2015/09/crise-derruba-numero-de-vagas-e-sobe-concorrencia-para-temporarios.html

Crise derruba número de vagas e sobe concorrência para temporários

Contratações temporárias para Dia das Crianças e Natal já começaram.
No momento, indústria e logística oferecem o maior número de vagas.

A Sala de Emprego desta segunda-feira fala sobre trabalho temporário. Em muitas regiões, as contratações começaram, só que esse ano tem um diferencial importante: quem quer uma chance vai ter que se esforçar mais, porque o número de vagas será menor.

A esperança de conquistar um emprego temporário faz muita gente levantar cedo e sair com o currículo na mão. Na teoria, o emprego temporário dura três meses, mas na pratica o funcionário pode ser efetivado. Para isso, precisa mostrar muito empenho e trabalhar bastante.

Dia das Crianças gera emprego
Quando o assunto é trabalho temporário, pensamos imediatamente no Natal, mas o Dia das Crianças vem antes e é a grande prova para garantir uma vaga.

Uma rede de lojas de brinquedos de Belo Horizonte não está preocupada com a crise. O plano é aumentar o quadro de vendedores em 50% agora em setembro. São oportunidades de trabalho temporário. “Tem perfil que funciona melhor. Uma pessoa mais séria funciona em outros estabelecimentos, outro tipo de comércio. Para a nossa loja gostamos de pessoas felizes, alegres, com sorriso no rosto, que sente com a criança para brincar, que sonhe com a criança”, explica Eliete Rodrigues, supervisora de lojas.

Este ano a oferta de mão-de-obra temporária aumentou muito. Em média, 10 currículos são entregues todo dia no balcão. Fora o que chega por e-mail e por indicação de agências de emprego.

Quem faz a seleção na loja terá candidato em quantidade e com qualidade para montar uma boa equipe de vendas. Já quem está procurando trabalho fica na ansiedade, porque ao chegar na empresa, descobre que tem muita gente desejando a mesma vaga.

Cruzeiros buscam tripulantes

A temporada de cruzeiros no Brasil começa em novembro, mas a seleção para os tripulantes já começou. Devem ser geradas mais de duas mil vagas até maio do ano que vem.

Os contratos são assinados por temporada e duram de seis a nove meses. Podem ser renovados, mas depois que o funcionários tirar um ou dois meses de férias. Não é obrigatório ter experiência, mas o gerente de recrutamento logo avisa: quem não fala inglês fluente pode ficar a ver navios. “Os navios ficam aqui no Brasil uma média de três meses e meio. Ou seja, no restante do contrato, ele vai fazer fora do Brasil. E fora do Brasil os passageiros são de outras nacionalidades. É aí que entra o inglês”, diz Marcelo Del Bel.

O processo de seleção é quase todo feito via internet, já que os candidatos são de várias regiões do país. É possível saber mais sobre as vagas clicando aqui.

Temporário também tem direitos

A lei estabelece limites para a contratação de trabalhadores temporários e eles têm muitos direitos iguais aos dos funcionários efetivos.

O temporário não pode ganhar menos e o serviço que ele presta deve ser registrado na carteira de trabalho. O trabalhador também tem direito ao 13º salário, férias, vale-transporte e fundo de garantia.

O prazo mínimo para o contrato temporário é de um mês. Ele pode ser prorrogado por até seis meses e, em casos específicos, por mais tempo ainda.

O chefe de fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho no Ceará, Luis Alves, explica que a única diferença entre o trabalhador temporário e o efetivo é na hora da rescisão. “O trabalhador temporário, já que o prazo é definido, é determinado, ao acontecer à rescisão ele não tem o aviso prévio e não tem a multa de 40% do FGTS”.

O superintendente também faz um alerta: as empresas que fazem intermediação para trabalhos temporários não podem cobrar por isso. “O trabalhador que vai arranjar um emprego, um trabalho temporário, não pode ser cobrado nada dele por essa empresa de intermediação, porque a empresa tomadora já vai remunerar a empresa de trabalho temporário. Então não teria sentido cobrar do trabalhador por arranjar uma vaga de trabalho”, diz Luis Alves, chefe de fiscalização/SRT.

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